Entenda como ter sono suficiente está associado à hipertrofia, ao aumento da performance esportiva e com um risco menor de alterações nos níveis de glicose

Pesquisas mostram que mais de 50% da nossa população dorme menos do que deveria, principalmente durante a semana.

Estudos mostram que o sono insuficiente ou fragmentado tem uma importância muito grande não só na performance esportiva e no risco de aumento de lesões, como em vários aspectos de nossa qualidade de vida. As evidências científicas mostram que a desregulação do ciclo do sono está associada a um risco aumentado de doenças cardiovasculares, como alterações nos níveis de glicose, pressão arterial, inflamações e obesidade/sobrepeso e tem maior risco de aterosclerose.

A explicação para o aumento de peso é que após uma noite de sono mal dormida ocorre a ativação com maior intensidade da área do cérebro responsável pela sensação de apetite: há redução de hormônios da fome (principalmente a grelina) e a redução de hormônios que aumentam a saciedade (leptina).

Portanto, hábitos ruins de sono podem aumentar os riscos de uma pessoa ficar acima do peso em longo prazo. Acredita-se que este aumento da fome tem a ver com uma tentativa do corpo em suprir a energia e compensar o período de cansaço e de maior atividade com alimentos. Ou seja, há uma interferência direta no metabolismo energético. Além disso, foi observado que pessoas que dormem poucas horas por noite tendem a sentir maior apetite por comidas gordurosas. A restrição do sono altera a maneira como o cérebro reage à chamada junk food, o que aumenta o consumo desse tipo de comida.

Além disso, pesquisas mostram que ser privado de sono pode estimular a perda de massa muscular, assim como impede a recuperação muscular após um exercício duro. A falta de sono pode também ter grandes efeitos no desempenho atlético, especialmente em atletas de resistência.

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Referências consultadas:

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