Obesidade e aumento da gordura corporal - ferramentas modernas para melhorar a avaliação dos pacientes

A análise da composição corporal tem sido uma ferramenta de grande valor e tem cada vez mais chamado a atenção de vários profissionais de saúde em virtude do reconhecimento de que os diferentes componentes corporais podem influenciar diretamente a saúde humana, assim como a performance no exercício físico.

Uma forma de aferir e até diagnosticar a obesidade é o IMC, porém esse método pode igualar um paciente obeso sedentário e um esportista com massa muscular desenvolvida que possuam o mesmo peso e altura, aí encontra-se uma boa situação onde a análise da composição corporal irá nortear e diferenciar a conduta a ser tomada.

Existem vários métodos para avaliação da composição corporal. Os métodos antropométricos como a avaliação das pregas, mais disponíveis, são bem simples e acessíveis, porém são limitados em sua precisão e dependem da prática do examinador. Existem outros métodos mais modernos também muito utilizados na prática clínica, como por exemplo, a análise de bioimpedância (BIA), a densitometria de corpo inteiro e a ressonância nuclear magnética.

Todos os métodos têm suas vantagens e desvantagens e é fundamentar compreender cada uma destas técnicas para guiar a seleção do método a ser utilizado a fim de obter o melhor resultado para seu paciente. O tema “Avaliação da Composição Corporal”, assim como temas correlacionados, serão abordados por médicos de renome no evento SIEEX SBEM 2019.

Fontes de pesquisa:

  1. Suplementos, Exercícios e Esportes: uma visão do endocrinologista. Alexandre Hohl et al. Editora Clannad, 2018.
  2. World Health Organization (WHO). Obesity and overweight [Internet]. [acessado 23 janeiro de 2019]. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight
  3. Withrow D, Alter DA. The economic burden of obesity worldwide: a systematic review of the direct costs of obesity. Obes Rev 2011; 12(2):131-141.